
Também nesta terça, o Ministério da Educação confirmou que a prova será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro. A PF e os Correios farão parte de uma força-tarefa que atuará na segurança e logística do processo.
Foram indiciados Felipe Pradella, Felipe Ribeiro e Marcelo Sena --funcionários da Cetro, uma das três empresas que compõem o consórcio Connasel, então responsável pela elaboração e aplicação do Enem--, o empresário Luciano Rodrigues, dono de uma pizzaria nos Jardins, e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid.
Rodrigues e Craid foram indiciados por quebra de sigilo funcional em condição equiparada à de funcionários públicos (artigos 325 e 327 do Código Penal). Pradella, Ribeiro e Sena, além desses crimes, vão responder por peculato (quando uma pessoa, exercendo função pública, usa o cargo para obter algum bem ou valor). Pradella também vai responder pela suspeita de ter ameaçado de morte a jornalista do "Estado de S. Paulo" após ter tentado vender a prova.
Em depoimentos, os cinco indiciados confirmaram envolvimento no caso, mas negaram ter interesse financeiro. Disseram que o objetivo era proporcionar um "furo jornalístico" e denunciar a falta de segurança do local onde a prova era embalada.
De acordo com a versão da PF, Pradella pode ser considerado o mentor do vazamento da prova. No dia 21 de setembro, ele pediu a Ribeiro, que trabalhava no setor do caderno um, que pegasse o cadernos de questões. Segundo a PF, ele escondeu o caderno na cueca. No dia seguinte, o próprio Pradella pegou um exemplar do caderno dois e o escondeu na blusa de Sena. Nos depoimentos à PF, todos os indiciados afirmam que foi Pradella quem ficou com os cadernos.
Ainda de acordo com a PF, Pradella entrou contato com o amigo Craid para tentar trocar a prova por dinheiro. O DJ, então, pediu ao dono da pizzaria para indicar contatos com a imprensa.
Pradella, Ribeiro e Sena haviam sido contratados temporariamente e ganhavam R$ 60 por noite para embalar as provas. Eles deixavam a gráfica no carro de um deles e não eram revistados.
Segundo a PF, apesar de o inquérito não apontar outros suspeitos, outros processos futuros --administrativos e civis-- poderão responsabilizar outras pessoas pelo vazamento da prova.
O delegado também informou que, no inquérito, serão apontadas falhas e incluídas informações para melhorar as condições de segurança em casos semelhantes. As informações deverão ser encaminhadas ao Ministério da Educação.
FONTE: midiamaxnews
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